Coreia do Sul propõe diálogos militares sobre a fronteira à Coreia do Norte
A Coreia do Sul propôs nesta sexta-feira (23) ao Norte a organização de diálogos militares para "confirmar de maneira mútua a localização exata" da fronteira e discutir a restauração das linhas de comunicação, depois que uma explosão na Zona Desmilitarizada (DMZ) aumentou a tensão entre as partes.
O governo sul-coreano "propõe formalmente celebrar conversações militares com a Coreia do Norte para confirmar de maneira mútua a localização exata da Linha de Demarcação Militar (MDL) terrestre e discutir formas de restabelecer a comunicação e prevenir confrontos acidentais nas áreas fronteiriças", afirmou o vice-ministro da Defesa, Kim Hong-cheol.
"Também seriam possíveis conversas trilaterais com a participação do Comando das Nações Unidas", acrescentou.
Kim detalhou que "as datas e os locais específicos poderiam ser discutidos em Panmunjom", uma localidade histórica na DMZ em que as Coreias costumam negociar.
Seul e Pyongyang permanecem tecnicamente em guerra, já que o conflito coreano terminou em 1953 com um cessar-fogo e não com um tratado de paz.
A linha de demarcação bilateral, que frequentemente atravessa áreas remotas de montanhas e vegetação densa, não está delimitada com precisão, o que dá margem a divergências de interpretação entre as partes.
O vice-ministro acrescentou que "espera uma resposta positiva da Coreia do Norte" à proposta.
Pyongyang rejeitou as acusações de que estaria por trás de uma explosão que feriu três soldados sul-coreanos no mês passado dentro da DMZ, uma zona de amortecimento com centenas de minas, que divide os dois países desde o armistício.
(R.Dupont--LPdF)